Qual foi o melhor show do Pink Floyd ?
Qual foi o melhor show do Pink Floyd? – Foto: A Crítica

Como um amante da banda, é difícil falar qual foi o melhor show do Pink Floyd? Qual foi o mais marcante de todos os tempos. Dessa maneira entendemos que alguns requisitos fazem com que um show seja o mais icônico de todos.

Nesse sentido, é muito relevante a quantidade de recursos investidos, o retorno dado pelo show e o público presente.

Isto é, quando consideramos esses elementos, vemos a escalada da banda, do underground até o maior show já feito. O show para o maior público foi no festival Festa da Humanidade em Paris.

Já o show com maior retorno foi a turnê do The Division Bell de 1994 que faturou cerca de US$250.000.000,00!!.

Início modesto, grandes aspirações!

 

A banda começou de maneira modesta no underground. Em síntese, os shows eram realizados de maneira simples e havia noites que tocavam em mais de três lugares. Dessa forma, quando a banda começou era incomum quando o público ocupava as casas de show por completo. Numa rara entrevista em 1967, os músicos relatam que os fãs são importantes. Todavia eles completam que não importa se estão tocando para uma multidão ou para duas pessoas. O importante é fazer com que a experiência não apenas seja sentida por eles, mas também transmitida pro público. São produtores musicais e artistas, não apenas meros “tocadores de instrumento” relatam na entrevista.

Se os músicos tiveram um começo modesto tocando para um público pequeno, com o single Arnold Layne, saltaram para o sucesso. Foram inclusive reconhecidos pelos selos e gravadoras (tendo sido convidados a assinar com a gravadora EMI Studios). Dessa maneira, a partir desse momento se iniciaria uma carreira com uma ascensão incrível. Os shows logo começaram a lotar e os álbuns produzidos, foram sucessos na Billboard. Dark Side of The Moon é um dos álbuns mais importantes do rock’n’roll e o terceiro mais vendido na história. Se antes os shows eram para um público reduzido, a parceria com selos e gravadoras fez a banda se consagrar.

 

O maior público de todos os tempos do Pink Floyd!

 

Você acha que o número de pessoas podem ditar qual foi melhor show do Pink Floyd? Vamos falar sobre isso.

A década de 70 foi marcada por guerras e crises, elementos que o Pink Floyd sempre utilizou como inspiração. Crise do petróleo, guerra do Vietnã, guerra fria, crise econômica… Em contrapartida, foi também a época da cultura alternativa, dos levantes populares, da consciência crítica e dos movimentos sociais.

Nesse sentido, o público rock ‘n’ roll estava com os desejos pela música à flor da pele. E não a toa, no ano de 1970 o Pink Floyd fez um show com maior público de todos os tempos. Dessa forma 500 mil pessoas testemunharam o show realizado na Fête de L’Humanité em Paris no dia 12 de setembro.

Festa da Humanidade – Melhor show do Pink Floyd

 

A Festa da Humanidade visava a denuncia dos crimes franceses cometidos na Argélia (1965-1962). Além disso, tomou parte contra a guerra do Vietnã (1964-1975) e da Malásia em 1950. Bem como, apoiou a Coréia (1951-1953), e se opôs à guerra da Indochina (1951-1954). Apoiou os progressistas gregos (1961), espanhóis e portugueses (1962). Dessa forma, esse festival sempre esteve apoiando campanhas massivas de solidariedade. O evento já convidou diversas bandas que se posicionavam de maneira crítica sobre esses momentos históricos, ao longo das edições. Portanto, lá estava o Floyd na década de 70.

Em resumo, a banda fez uma apresentação de cerca de 40 minutos para o público presente. Apresentaram o seguinte set list: 1. Astronomy Domine (9:36), 2. Green Is The Colour (3:07), 3. Careful With That Axe, Eugene (12:58) e 4. Set The Controls For The Heart Of The Sun (15:08).

 

Pós-cisão entre Gilmour e Waters

 

No início da década de 80 Roger Waters e David Gilmour já não “se entendiam”, e as divergências eram muito grandes. Por mais que tentassem, não conseguiram conciliar seus objetivos e, dessa forma o baixista saiu da banda em 1983.

Durante a década de 90, as músicas do Floyd (sendo tocadas pelos membros em suas distintas carreiras) faziam muito sucesso. Do mesmo modo, em 1990 Roger Waters decide fazer um show na Alemanha. Em virtude do fim da Guerra Fria, o baixista decidiu fazer um show na cidade que ficou marcada como o momento final desse período, Berlim. Nesse sentido, as músicas escolhidas para tocar foram aquelas do álbum The Wall. Dessa maneira, Roger Waters tocou para mais de 200 mil pessoas e a performance ficou marcada pela “destruição” do muro durante seu show. Esse foi um momento onde milhares de pessoas destruíram o muro simbólico, durante o show. Por conseguinte, este foi o maior show de rock de todos os tempos feito no dia 21 de julho daquele ano, segundo o Guiness. Assim sendo, o show contou com o de cerca de 350 mil pessoas e envolveu mais de 600 pessoas em sua organização.

 

Gilmour e Mason os Remanescentes do Pink Floyd

 

Gilmour e Mason, os únicos membros remanescentes, estavam na produção do álbum que seria o último, The Division Bell (1994). Isto é, se não contarmos “o último dos últimos” Endless River de 2014). De modo que a turnê desse álbum também foi uma superprodução, realizada pelo Pink Floyd, podendo ter nela o melhor show do Pink Floyd.

Em suma, a turnê tocou para mais de 5.5 milhões de pessoas, em 68 cidades, utilizando um equipamento que pesava cerca de 700 toneladas de aço, em que 161 profissionais ajudavam a organizar a montagem de tudo isso. Dessa forma, média de público durante a turnê foi de 45 mil pessoas por show. Além disso, a banda gastou 29 milhões de dólares e arrecadou cerca de 250 milhões de dólares.

 

Porque não, um reencontro do Pink Floyd?

 

Durante o início da banda o Pink Floyd tocava para públicos pequenos 5 – 50 pessoas, no underground da Inglaterra. Aos poucos foram sendo notados pela qualidade, criatividade e habilidade de tocar o coração das pessoas, e aos poucos foram conquistando o mundo e um lugar na história do rock ‘n’ roll. Após a cisão, em 1984 o Pink Floyd sobre a liderança de David Gilmour continuou produzindo e realizando shows. Da mesma forma Roger Waters continuou realizando suas apresentações e concertos, levando consigo as canções e composições que fizera durante o período com o Floyd. Seja como for, o legado da banda continua até hoje nas vozes dos antigos membros e no coração dos fãs. Assim, suas músicas se imortalizaram na história da humanidade e é inegável que fizeram gerações de músicos. Talvez provavelmente, quem dera se os três membros remanescentes não fizessem uma turnê reunion?!

 

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