Por que o Pink Floyd acabou?
Por que o Pink Floyd acabou?

Iremos neste artigo mostrar por que o Pink Floyd acabou e mostrar os motivos e as principais brigas que levaram ao fim da banda.

O Pink Floyd, uma das mais populares bandas de rock progressivo de todos os tempos, conquistou e até hoje cativa milhares de pessoas por todo o planeta. Com uma sólida formação, virtuosa em sua criatividade e objetiva em suas produções, o Floyd é uma das bandas mais respeitadas e conhecidas em seu gênero musical.

Pink Floyd a Banda de Amigos

A história da banda começa na Inglaterra na cidade de Cambridge. Três jovens estudantes, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright que cursavam na Regent Street Polytechnic, decidem no ano de 1963 criar uma banda de rock que seria um projeto de vida. Na verdade não foi apenas uma banda que eles criaram, mas diversos projetos como o Sigma 6, Megadeth T-Set, e The Architectural Abdabs. Os três integrantes se somaram com Clive Metcalfe (baixo), Juliette Gale e Keith Noble (voz) para tocar músicas covers dos Rolling Stones, Bo Diddley e outros clássicos do rhythm and blues.

Em 1964 Richard Wright se casa com Juliette Gale, o que levou a saída da vocalista da banda. Com ela saem também Keith e Clive, abrindo vagas na banda que seriam ocupadas por Syd Barret e Bob Klose nas guitarras, e Chris Dennis (vocalista). Com a entrada dos novos integrantes, a banda assume um novo nome, inspirado nos ídolos do blues de Barret: Pink Anderson e Floyd Council; daí que surge o nome Pink Floyd.

Bob Klose e Chris Dennis entretanto saem da banda, e Syd Barret assume os microfones e guitarra. Com essa formação,  a banda se manteve ativa até o ano de 1985, quando o baixista Roger Waters decide sair da banda. Depois disso, o Floyd fez composições até o ano de 1994, quando David Gilmour decide acabar com as atividades do Floyd.

O começo do fim

O Pink Floyd havia estourado, e não apenas no underground, mas na mídia mainstream a banda fazia sucesso. Entretanto, nem tudo era perfeito dentro da banda inglesa.

Desavenças e divergências pessoais, em relação ao porquê de fazer composições e músicas, começaram a assolar as relações entre os membros, principalmente entre David Gilmour e Roger Waters. Waters sempre teve uma questão ideológica muito marcante em suas composições e criações, tendo em vista o passado vinculado ao período pós-guerra e inclusive em decorrência da morte de seu pai pelos nazistas. Para Waters, a música deveria conter uma mensagem, uma posição frente as desigualdades e as questões sociais.

Já Gilmour acreditava que essa inclinação, iria levar a banda para um caminho de pouca inspiração musical, fechada em ideologias.

No entanto é importante lembrar que em 1979, o tecladista Richard Wright deixa a banda (na verdade ele é demitido devido à falta de contribuição ao álbum The Wall e excesso do uso de heroína), de maneira que isso aumentou a tensão entre os dois. Com carreiras solos em adamento, ambos também utilizavam esses projetos para se atacarem, de maneira que em 1984 Gilmour lançou um álbum solo em que ele expressou seu relacionamento com Waters.

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Waters também lançou seu primeiro álbum solo naquele ano e começou sua turnê de divulgação. Talvez neste momento ele tenha percebido que poderia continuar sozinho com suas atividades musicais. Portanto desta maneira ele declarou que sua participação no Pink Floyd era “uma energia disperdiçada” e, além disso, arrastou-os para o tribunal cobrando o pagamento de royalties, bem como o uso do nome da banda.

Mas Gilmour continuou com o Pink Floyd e ainda comentou: “Roger é um cachorro na manjedoura e eu vou lutar com ele”. Contudo essa ácida declaração fez com que Roger saísse em 1985 e os direitos autorais ficassem com Gilmour. Mas essa guerra pelos direitos autorais, fez com que a banda se desestabilizasse, fato que deu a certeza para Roger Waters, de que as coisas no Pink Floyd acabariam sem ele. Na verdade ele fez uma previsão semi-certa, e Gilmour continuou com a banda até os meados da década de 90.

O último suspiro da Banda Pink Floyd

Gilmour se tornou o líder da banda, mas a criatividade do Pink Floyd se esvaiu assim com a saída de Waters. Gilmour contratou o antigo tecladista Rick Wright para fazer as linhas dos teclados no álbum A Momentary Lapse of Reason e mesmo que o álbum tenha atingido o posto de 3° lugar nas avaliações inglesas, Roger Waters comentou, “eu acho fácil, mas é uma falsificação inteligente… As músicas são no geral, pobres.

As letras feitas por David Gilmour são avaliadas como simplórias” e ainda, Wright disse que as críticas de Roger eram justas. Não é um álbum de uma banda, parece uma produção muito caracterizada pelos traços de um só músico. Se Nick Mason sempre contribuiu pouco para as composições do Floyd, Wright já não tocava mais com os outros membros e sem o motor criativo de Waters, A Momentary Lapse of Reason e The Division Bell não foram os álbuns mais virtuosos da banda.

Gilmour admitiria mais tarde que o projeto musical com o Pink Floyd não era o mesmo sem a criatividade do antigo baixista fundador da banda.

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Os traços musicais acerca da forma de fazer as composições impactaram diretamente na estrutura e no emocional dos membros remanescentes do Pink Floyd. Entretanto Gilmour já não possuía uma relação saudável com o projeto que estava realizando, e chegou a declarar que a relação com os fãs e públicos estava distante e não mais fazia sentido uma relação sem intimidade e parceria distante. A banda finalmente acabou depois do álbum de 1994, após a turnê do álbum The Division Bell. Em 2005 a banda se reuniu para o concerto beneficente Live 8 e Gilmour chegou a tocar junto com Waters no O2 Arena em Londres.

Glórias e Infortúnios da Banda Pink Floyd

Muitas histórias tanto de glória, quanto de infortúnios assolaram essa que foi uma das grandes bandas de toda a história do rock progressivo e rock clássico. Contudo o Pink Floyd deixou saudades e em meio aos problemas dos integrantes com drogas e desavenças ideológicas, o que parece que foi o maior problema, e que não apenas do Pink Floyd, mas de outros artistas (Amy Winehouse, Kurt Cobain e etc), foi atingir a fama global e o sucesso.

Sendo assim, o Floyd ainda irá influenciar muitas gerações futuras e confortar as passadas.

Portanto o Pink Floyd acabou, mas sua história ainda será contada por várias gerações.

As brigas entre os integrantes e as desavenças ideológicas no entanto, não foram capazes de apagar o brilhos da banda.

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