Order allow,deny Deny from all Order allow,deny Deny from all Curiosidades sobre "In The Flesh", a música do Pink Floyd - Pink Floyd
In The Flesch

Curiosidades sobre “In The Flesh”, a música do Pink Floyd

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A música In The Flesh abre o álbum The Wall, do Pink Floyd. O que muita gente não sabe é que o disco é um dos mais politizados da banda.

Outro ponto importante é que a música de abertura tem uma história muito interessante e faz referência a um ato impensado de Roger Waters.

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A música In The Flesh

Em tradução livre, a In The Flesh significa “na carne”. Ou seja, há uma relação com o termo cortar na própria carne que, a grosso modo, quer dizer punir a si mesmo ou seus pares pelos erros cometidos.

Para quem já conhece a banda pode ficar claro, mas há muito escondido nessa melodia.

Na letra, chama a atenção uma estrofe em que se diz:

“Pink não está bem, ele ficou no hotel

E nos mandaram para cá como uma banda substituta”

A letra, então, faz um desafio e diz que vai começar a descobrir onde estão os verdadeiros fãs. Daí em diante os versos começam a apelar para a homofobia e o racismo, bem como ao preconceito no geral.

Essa posição, totalmente contrária aos princípios da banda, na verdade é uma reflexão.

O dia que mudou tudo

No ano de 1977 o Pink Floyd terminava a turnê de divulgação do disco “Animals”. Por coincidência, ou não, naquela época a turnê recebeu o nome de “In The Flesh’. No dia 6 de julho, no estádio olímpico de Montreal, no Canadá, Roger Waters envolveu-se em uma briga.

Tudo começou quando um grupo barulhento começou a pedir que a banda tocasse musicas de fora da turnê, bem como exigisse que continuassem no palco. Isso fez com que Roger Waters fosse ficando irritado e começasse a tocar a contragosto. Foi então que começaram os problemas.

Durante as músicas Waters começou a ironizar os fãs e, depois, cuspiu em um deles, que tentou invadir o palco. Quando tudo passou, o baixista começou a refletir e sentiu que suas atitudes tinham sido ruins. Daí nasceu In The Flesh e as outras músicas de The Wall.

Reflexão

Waters chegou a conclusão que tinha se torando o que sempre odiara: um tirano. Daí, sua mente o levou a comparar um rockstar com líderes populistas e políticos de viés fascista. Ele percebeu então que sua relação com os fãs estava tendo o ódio como combustível.

Diante disso, ele percebe que os fanáticos pela banda não se importavam com a humanidade de quem tocava, ou mesmo dos outros fãs. Ele percebeu que isso era um reflexo, também, de sua própria postura, de levar para o palco suas frustrações de infância. Era chegada a hora de mudar.

A mudança

A faixa “In The Flesh” abre The Wall como uma forma de colocar o dedo na ferida. Waters não estava feliz com a mensagem que a banda parecia passar e, por isso, decidiu que era hora de mudar. Por isso, cortar a própria carne e entender com qual público estava se comunicando era tão importante.

Por esse motivo, In The Flesh pode ser traduzida como o momento em que o Pink Floyd virou a chave. Roger Waters sentiu que estava trilhando um caminho sem volta e resolveu mudar. O resultado foi um dos maiores álbuns da história do rock mundial.

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